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O COLLIE de pêlo longo, por Antonio Costa Dalle Piagge
 
MATÉRIA PUBLICADA EM 2002
 


Windhaven Amazing Grace


Windhaven Masquerade


Windhaven Rapsody in Blue


Windhaven White Moon

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS
O país de origem do collie é a Grã-Bretanha, onde ele é chamado de collie rough. Na classificação dos grupos por atividade ele ocupa o 1º, que é o de Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços).
Sua aparência geral é de um cão de grande beleza.
Possui uma estrutura física de linhas que demonstram força e atividade, sem ser pesado ou grosseiro. A expressão é de suma importância. Considerando os valores relativos, a expressão é obtida pela perfeita harmonia e combinação de crânio e focinho, tamanho, forma, cor e colocação dos olhos, e ainda, posição correta e porte das orelhas.
Seu temperamento é especial, possuindo uma disposição amigável, sem qualquer traço de nervosismo ou agressividade.

ORIGENS
Não é possível precisar com exatidão a época certa de origem da raça collie, que assim como a maioria das demais raças caninas, desenvolveu-se a partir de um mesmo ancestral, que devido a evolução natural, influenciada pelo clima, pela abundância ou escassez de alimentos e, principalmente, pela interferência do homem na seleção de exemplares que mais se adequassem às suas necessidades para lida diária, no caso do collie, mais precisamente para o pastoreio de ovelhas, adquiriu características próprias que o tornaram apto ao desempenho de sua função.
Contudo, examinando-se gravuras muito antigas de cães, por volta do século V A.C., podem-se observar vários exemplares que de alguma forma nos fazem lembrar da figura de um collie, mas que definitivamente não nos devem levar a uma conclusão, pois na verdade poderiam ser imagens de qualquer outra raça assemelhada.
O certo, é que o collie, aproximadamente como o vemos hoje, já podia ser observado a partir do início do século XIX, mais precisamente na Escócia, onde exemplares foram sendo mais cuidadosamente selecionados para o trabalho de pastoreio das ovelhas existentes à época na região, as ovelhas "Colley", que no inglês arcaico, significava "negro", pois possuíam a cara preta, e daí naturalmente o nome collie transferido à raça que as conduzia e pastoreava, nome esse atribuído aos cães, por possuírem à época, a cor predominantemente preta, com algumas partes brancas e avermelhadas (tricolores). Nada portanto de associar-se o nome collie a coleira branca que muitas vezes o cão ostenta, pois não é essa seguramente a origem do nome da raça.
Entre várias influências que o collie recebeu para sua formação, possibilitando a imponência e a majestade da figura que hoje nos apresenta, estaria, segundo estudiosos e observadores atentos, a contribuição de outras raças, como por exemplo, o terranova, o gordon setter, o deerhound, o terrier escocês, e seguramente o greyhound, este principalmente se observamos com atenção a variedade de collie de pêlo curto (Smooth).
É inegável a influência que teve o homem na formação desta raça, e para que isso se torne evidente, basta que observe nas figuras ou nas fotos de exemplares de não mais que cem anos passados para que possamos constatar o grau de refinamento conseguido através da seleção conduzida, que mais precisamente a partir do século XVI e até nossos dias, vem separando os exemplares mais adequados ao aperfeiçoamento da mesma, com resultados, que podemos afirmar sem nenhum medo de errar, sensacionais.
Contribui para essa quase aproximação com a perfeição, a exibição de collie em exposições oficiais, sendo que em 1860, foram apresentados alguns exemplares, pela primeira vez, e ainda com o nome de scotch sheep dog, na sociedade de cães de Birmingham, com sucesso, sendo que em dezembro de 1861, nessa mesma sociedade, nos dias 2, 3 e 4 conferiu-se, também pela primeira vez, premiação a um cão da raça collie.

 

No ano de 1863, numa exposição realizada em Londres, aparece, ainda pela primeira vez, a denominação de scotch colley, e por ocasião de outra exposição, em 1870, estabelece-se também pela primeira vez, a separação em duas raças (variedades) diferentes; o rough collie (pastor escocês de pêlo longo), e o smooth collie (pastor escocês de pêlo curto).
Era por essa época, o collie apresentado em pistas, normalmente de cor negra, com alguma marcação em branco e eventualmente em vermelho, dando-se contudo preferência aos de cor totalmente negra. Somente a partir do final da década de 70 do século XIX é que o collie passou a apresentar o aspecto mais aproximado daquele que conhecemos hoje em dia, embora tenha continuado em sua evolução.
De figura imponente, altiva, bem balanceada e proporcionada, sem nenhuma das partes que o compõe destoando das demais, de temperamento equilibrado, dócil e delicado, especialmente com as crianças, embora podendo também ser extremamente valente quando solicitado, amigo fiel, sempre limpo, ativo e sensato, como comprova-se atualmente nas provas de agility, onde é um dos cães que mais prontamente evidenciam suas habilidades, é esse o collie de nossos dias, um maravilhoso cão de pastoreio, devotado à família que nos encanta e conquista, com sua expressão típica, que nos transmite docilidades, energia e confiabilidade.

 

NO BRASIL
No Brasil, a presença do collie, embora anterior a essa época, intensificou-se mais a partir do final da Segunda Guerra Mundial, com as primeiras aquisições racionais dirigidas com finalidades de criação e expansão da raça, a princípio da Inglaterra e logo a seguir dos EUA, feitas por criadores do Rio de Janeiro, onde fundou-se alguns anos depois, o primeiro clube dedicado à raça no país que contudo teve vida curta, devido as enormes dificuldades que se apresentavam na época e que hoje não somente persistem, mas que acentuam.
Em seguida, com pouco tempo de diferença, fundou-se na cidade de São Paulo, o Collie Clube Paulista que na ocasião possuía aproximadamente 70 associados entre os quais cerca de apenas não mais que 10 criadores abnegados que levaram adiante o ideal de iniciar-se a um clube que hoje, apesar de todas as dificuldades por que tem passado, resiste e persiste, sem solução de continuidade como o único clube no Brasil dedicado com exclusividade à criação e aprimoramento da raça.
A primeira exposição do Collie Clube Paulista, aconteceu no próprio dia de sua fundação, em 10/10/1961, no parque Fernando Costa, em São Paulo, com a presença de aproximadamente 80 collies em pista, que por esta ocasião mais uma vez homenageamos.
Hoje somos ainda poucos, mas nosso ideal permanece nobre pois nos orgulhamos dos nossos collies tanto quanto nos orgulhamos dos que antecederam a quem muito devemos e a quem seremos sempre gratos pela ousadia do pioneirismo.

 
PADRÃO OFICIAL DA RAÇA
 

Cabeça e Crânio: as características da cabeça são de grande importância. Deve ser considerada em proporção com o tamanho do cão. Vista de frente ou de perfil, a cabeça lembra uma cunha, limpa e alongada, sendo lisa nas laterais. O crânio é chato. Nos lados, a cabeça afina gradual e suavemente, das orelhas ao final do nariz preto, sem ser cheia nas bochechas ou pontudas no focinho.
Vista de perfil, as linhas superiores no crânio e focinho formam duas retas paralelas de igual comprimento, divididas por um leve, mas perceptível "stop". Um ponto médio, entre os cantos internos dos olhos (o qual é o centro de um "stop" bem colocado) é o centro de equilíbrio no comprimento da cabeça. A extremidade do focinho é lisa, bem arredonda e rombuda, nunca quadrada. O maxilar inferior é forte, de linhas definidas. A profundidade do crânio, das arcadas superciliares até a parte inferior do maxilar, nunca é excessiva (profunda). Nariz sempre preto.
Olhos: atributo muito importante proporcionando a expressão doce. De tamanho médio (nunca muito pequenos) colocados ligeiramente oblíquos, em forma de amêndoa e de cor marrom escuro, exceto no caso de azuis merles, quando os olhos são frequentemente (um ou ambos, ou parte de um ou ambos) azuis ematizados. Expressão cheia de inteligência, com olhar alerta quando em atenção.
Orelhas: pequenas, não muito próximas no alto do crânio, nem muito afastadas. Em repouso são carregadas para trás, mas em alerta são trazidas para frente e portadas semi-eretas, ou seja, com aproximadamente dois terços da orelha permanecendo ereta, o outro terço caído para frente naturalmente, abaixo da horizontal.
Boca: dentes de bom tamanho. Maxilares fortes com uma perfeita regular e completa mordedura em tesoura, isso é, os dentes de cima sobrepondo-se aos de baixo e implantados perpendicularmente nos maxilares.
Pescoço: musculoso, poderoso, de razoável comprimento, bem arqueado.
Anteriores: ombros inclinados e bem angulados. Pernas dianteiras retas e musculosas, cotovelos nem para dentro nem para fora, com ossos arredondados e moderadamente desenvolvidos.
Corpo: ligeiramente mais longo, comparado com a altura, dorso firme mais alto no lombo; costelas bem arredondadas, peito profundo, razoavelmente largo atrás dos ombros.
Posteriores: pernas traseiras musculosas nas coxas, secas e vigorosas embaixo, com joelhos bem angulados. Jarretes bem descidos e firmes.
Pés: ovais, com boas almofadas plantares. Dedos arqueados e juntos. Pés traseiros levemente menos arqueados.
Cauda: longa, com a última vértebra alcançando pelo menos a ponta do jarrete. É portada baixa quando o cão está calmo, apresentando dobre para cima na extremidade. Pode ser portada alegremente quando o cão está excitado, mas nunca sobre o dorso.
Movimentação: o movimento é uma característica distinta desta raça. Um cão de estrutura correta nunca leva os cotovelos para fora, embora se movimente com os pés dianteiros relativamente juntos. Trançar ou cruzar na frente, ou rolar com o corpo em movimento são muito indesejáveis. Quando vistas de trás, as pernas traseiras, da ponta do jarrete (tarso) ao chão, movem-se paralelas, mas não muito próximas. Quando vista de lado a movimentação é suave. As pernas traseiras são firmes com muita propulsão. Uma passada razoavelmente longa é desejável, devendo ser fácil, sem aparentar qualquer esforço.
Pelagem: ajusta-se a todo o corpo, bastante densa. O pêlo externo é reto e áspero ao tato, subpêlo macio e muito cerrado, quase escondendo a pele; crina e juba muito abundantes, máscara e face lisas, orelhas lisas nas pontas, mas com mais pêlo na base, pernas dianteiras, bem franjadas, pernas traseiras acima dos jarretes com densas franjas, mas com pêlo curto abaixo da ponta do jarrete. O pêlo na cauda é muito profuso.
Cor: são três as cores reconhecidas: marta e branco (dourado claro ao mogno com marcações em branco), tricolor (preto com marcações em branco e canela) e azul merle ou marmorizado (mescla de pêlos pretos e brancos dando um tom azulado com a claridade do sol, com as marcações em branco e canela). Existe também o branco (predomina o branco e pelo menos a cabeça deverá ser marta, tricolor ou azul), porém não é considerado oficial, mas é apreciado por muitos criadores.
Tamanho: machos: 56-61 cm (22-24 polegadas), fêmeas: 51-56 cm (20-22 polegadas).
Faltas: qualquer desvio dos pontos expostos deve ser considerado um falta e a gravidade com a qual é avaliada deve ser na exata proporção do grau e desvio.
Nota: os machos devem ter dois testículos de aparência normal plenamente descidos na bolsa escrotal.


Antonio Costa Dalle Piagge
Juiz de todas as raças, especializado em collies e shelties,
do quadro de árbitros da CBKC e proprietário do Canil Windhaven.

 

CANIL WINDHAVEN
São Paulo - BR - Tel.: (11) 2647-1882
Fotolog:
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