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O SHETLAND, por Antonio Costa Dalle Piagge
 
MATÉRIA PUBLICADA EM 2002
 
Shelties - Canil Windhaven
 
ORIGENS
 

Ao Norte da Escócia, em pleno Mar do Norte, a meio caminho entre a própria Escócia e a Noruega, localizam-se as Ilhas de Shetland. São formadas por aproximadamente 100 ilhas de porte médio e outras tantas ilhotas de menor importância territorial. O clima, devido à pequena proximidade com o Círculo Polar Ártico, é, na maior parte do ano de um rigor extremado o que aliado à própria aridez do solo, a ventos frios constantes, não permite o crescimento de vegetação a não ser apenas rasteira e que dificulta a sobrevivência de animais em geral, pela própria falta de alimentação natural adequada e de pastos.
Esse ambiente totalmente desfavorável permitiu o desenvolvimento nas Ilhas, apenas de espécies que se adequaram ao ambiente. Assim surgiram os Pôneis de Shetland e as diminutas ovelhas de cara preta que, devido ao seu pequeno porte exigiram para seu pastoreio cães que fossem igualmente pequenos.
Foram essas dificuldades de clima e alimentação aliadas à necessidade dos próprios habitantes das Ilhas de possuírem um cão de tamanho adequado a seu serviço que proporcionaram o desenvolvimento do Pastor de Shetland que muitos acreditam ter seu ancestral no próprio Collie, naquela ocasião um cão não tão grande quanto o atual, e que deu origem às duas raças com a ajuda das condições climáticas e do próprio homem.
Contudo, o reconhecimento oficial da raça só aconteceu no princípio do século XX e, os primeiros exemplares, como os que hoje podemos admirar, apareceram em exposição na Inglaterra apenas em 1909, embora a raça considerada já como pura existisse desde 1870 e seu tipo fixado como aproximadamente o atual já fosse conhecido entre 1890 e 1910.
A raça que era conhecida como shetland collie, somente a partir de 1914, passou a usar a atual denominação do pastor de shetland. Desde então, e principalmente após sua introdução nos E.E.U.U., seu desenvolvimento foi muito rápido. Ultimamente a raça alcança grande prestígio entre os criadores e juízes e vem destacando-se entre as raças do 1º grupo. Nas exposições, os pastores de shetland têm recebido inúmeras vezes a colocação de melhor do grupo e com frequência a de melhor da exposição.

 
A RAÇA NO BRASIL
 

No Brasil, o pastor de shetland é um cão bastante recente e seu aparecimento entre nós deu-se por volta de 1960 com alguns exemplares vindos dos E.E.U.U. que, contudo, não conseguiram reproduzir-se, não deixando descendentes e, frustrando, portanto, a primeira tentativa conhecida de sua introdução no país.
No extremo sul do Rio Grande e em Porto Alegre, devido à sua proximidade com o Uruguai e principalmente com a Argentina, onde a raça já vinha se desenvolvendo razoavelmente, novas tentativas foram feitas com exemplares desses países e novos desapontamentos aconteceram, devido não somente à pequena e esporádica importação de animais, como também à falta de conhecimento sobre a raça que apenas a boa vontade e a pureza de intenções não conseguiram superar.
Foi somente a partir de meados da década de 70 que a raça conseguiu firmar-se entre nós com a aquisição, por criadores conscientes, de exemplares apropriados vindos dos principais criatórios dos E.E.U.U.. A partir daí, não sem muitas dificuldades, conseguiu-se firmar a raça no Brasil, não com a quantidade de animais que já deveríamos possuir, mas com a quantidade desejável e esperada, embora em alguns poucos exemplares.
Hoje, já possuímos Shetlands de tão boa qualidade que poderiam fazer boa figura, mesmo que competindo em países onde a raça é de grande expressão, como os próprios E.E.U.U. e Inglaterra, isso confirmado por juízes desses países que julgaram exposições entre nós e que com seu conhecimento nos auxiliaram a corrigir falhas e aprimorar nossa criação.
Realmente o reconhecimento da raça em nosso país é ainda muito restrito, deixando muito a desejar quando observado do ponto de vista de exposições oficiais, isso devido ao pouco contato que nossos juízes tiveram, até o momento, com a raça, e, portanto, premiando animais sem valor que na verdade não deveriam ser reconhecidos como legítimos representantes da raça, mas, com o tempo e com o aprimoramento que vimos observando na criação de shetlands, esse problema será sanado e a raça logo alcançará o merecido destaque entre as principais de nossas mostras.

 
SHELTIE - UM CÃO ESPECIAL
 

A quem nunca tivesse visto um shetland nós poderíamos descrevê-lo como uma combinação de instintos e atitudes, consciência, responsabilidade e inteligência, aliados à grande beleza física, que o colocam entre as mais lindas raças existentes.
O shetland, assim como o collie, é um cão onde nada deve parecer desproporcional em relação às demais partes. É um cão extremamente natural, isto é, completo pela própria natureza sem a necessidade do uso de artifícios para embelezá-lo. Seus instintos naturais são puros, sempre endereçados a um trabalho positivo o que coincide com as suas atitudes, sempre corretas e amigáveis para com todos que o cercam. A reconhecida responsabilidade em seu relacionamento demonstram a inteligência da raça. O shetland, por isso, não é um cão de todos, mas sim amável com todos, considerando sempre alguém como seu amigo principal.
Ágil, ativo, altivo e inteligente, é, por isso, um cão consciente de sua beleza e utilidade e, portanto, um animal com elevado grau de independência.
Sempre amável com crianças, convive pacificamente com outros cães sem, contudo, deixar de defender seus direitos territoriais, quando isso se torna necessário.

 
Shelties - Canil Windhaven
 
PADRÃO OFICIAL DA RAÇA
 

Aspecto geral: o Shetland é um cão de trabalho pequeno, alerta, de pelagem áspera e longa. Deve ser vigoroso, ágil e robusto, sendo os machos muito masculinos e as fêmeas bem femininas.
Proporções: o seu contorno ou silhueta deve ser tão simétrico que nenhuma parte pareça fora de proporção com o todo.
Expressão: contorno e cinzelamento da cabeça, forma, colocação e uso das orelhas, colocação, formato e cor dos olhos combinam-se para produzir a expressão. Normalmente, a expressão deve ser alerta, meiga, inteligente e interessada. Em relação aos estranhos, os olhos devem mostrar atenção e reserva, mas não medo.
Temperamento: muito leal, afetivo e dedicado ao seu dono. Entretanto, é reservado com os estranhos, mas não a ponto de mostrar medo ou encolher-se na pista de julgamento.
Movimentação: o trote do Shetland denota velocidade sem esforço e suavidade de movimentos. A movimentação não deve ser sacudida, dura, saltitante ou com oscilação para cima e para baixo. A propulsão deve ser dos traseiros, firme e reta, dependendo de angulação, musculatura e ligamentos corretos dos posteriores em seu todo, permitindo assim ao cão alcançar com o pé traseiro bem debaixo do corpo, propulsionando-se dessa forma para frente. O alcance das pernas dianteiras depende da angulação, musculatura e ligamentos corretos, aliados a uma correta largura de peito e construção da caixa torácica. Os pés devem ser levantados apenas o necessário para deixar o chão, em seu movimento oscilatório. Visto de frente, tanto anteriores como posteriores devem movimentar-se quase perpendiculares ao chão, quando a passo, inclinando-se um pouco para dentro em trote lento, até que em trote, os pés são trazidos para dentro e para a linha central do corpo que as pegadas deixadas mostram duas linhas paralelas praticamente tocando a linha central no bordo interno da pegada. Os pés não devem cruzar, nem o corpo balançar de um lado para outro.
Cabeça: deve ser refinada, e seu formato, quando vista de cima ou de lado, é longo, e de uma cunha que se afina das orelhas para o nariz.
Crânio: o topo do crânio é plano, não mostrando o occipital. Bochechas chatas e concordando bem o focinho. Crânio e focinho de igual comprimento, sendo o ponto médio o canto interno dos olhos. De perfil, as linhas do crânio e focinhos são paralelas e separadas por um leve stop.
Focinho: maxilares secos e fortes. O maxilar inferior, profundo, bem desenvolvido, arredondado no queixo, deve estender-se até a base das narinas. Lábios esticados; superiores e inferiores devem encontrar-se e adaptar-se perfeitamente em todo o contorno.
Mordedura: em tesoura, dentes alinhados e corretamente espaçados.
Nariz: deve ser preto.
Orelhas: pequenas e flexíveis, colocadas alto e portadas três quartos ereta, com as pontas quebrando para frente. Quando em repouso, as orelhas dobram-se em seu comprimento e são jogadas para trás sobre a juba.
Olhos: De tamanho médio com bordas escuras e de forma amendoada, colocados um tanto oblíquos no crânio. A cor deve ser escura, porém os olhos azuis "merle" são permitidos nos cães "merle".
Pescoço: musculoso, arqueado e de comprimento suficiente para portar a cabeça com altivez.
Tronco: a aparência do conjunto do tronco é moderadamente longa quando medida na junta do ombro (angulação omoplata/úmero) até a ponta do ísquio, mas muito desse comprimento é na realidade devido à angulação correta  e a largura do ombro e quarto traseiro, porque as costas propriamente ditas são, no todo, curtas.
Linha Superior: horizontal e fortemente musculada. Leve arco no lombo e garupa inclinando-se gradualmente.
Tórax: peito profundo, atingindo os cotovelos. As costelas são bem arqueadas, mas achatadas na sua metade inferior para permitir movimentos livres das pernas e ombros.
Linha Inferior: moderadamente esgalgada.
Cauda: suficientemente longa para que a última vértebra possa alcançar a ponta do jarrete. O porte da calda com o cão em repouso é reta e para baixo ou em leve curva para cima. Quando em alerta, é normalmente levantada, mas não deve ser curvada para frente sobre as costas.
Anteriores: omoplata colocada a 45º em relação à linha superior. Os omoplatas na cernelha são separados apenas pela vértebra, mas devem inclinar-se para fora o suficiente para acomodar a caixa torácica desejada. Omoplata e úmero tanto quanto possível em ângulo reto. O cotovelo deve ser equidistante do chão e da cernelha. Pernas retas quando vistas de qualquer ângulo, musculosas e secas e de ossos fortes. Metacarpos muito fortes, musculosos e flexíveis. Ergots podem ser removidos.
Posteriores: ilíaco colocado a 30º em relação à linha superior. Coxa Larga e musculosa. O fêmur colocado em ângulo reto em relação ao ilíaco. Joelho marcadamente angulado. A tíbia deve ser de igual comprimento ou um pouco maior do que o fêmur. Metatarso curto e reto, visto de qualquer ângulo. Ergots devem ser removidos.
Pés: devem ser ovais, compactos, com dedos bem arqueados e muito juntos. Almofadas profundas e resistentes, unhas duras e fortes. Não é pé de gato, nem de lebre.
Pelagem: tipo - Deve ser dupla, o pêlo externo consistindo de pêlos ásperos, longos e retos; o subpêlo curto, cerrado e tão denso que dê à pelagem toda, a qualidade de ser "armada" ou "em pé". O pêlo da face, ponta das orelhas e pés é liso. A juba e o colar são abundantes e particularmente impressionantes nos machos. As pernas dianteiras bem franjadas, as traseiras também muito franjadas, mas lisas abaixo da ponta do jarrete. O pêlo na calda é profuso. Nota: excesso de pelos nas orelhas, pés e nos jarretes pode ser aparado para exposição.
Cor: marta e branco (dourado claro ao mogno com marcações em branco), tricolor (preto com marcações em branco e canela), azul marmorizado (mescla de pêlos pretos e brancos dando um tom azulado (com a claridade do sol) com as marcações em branco e canela), preto e branco, azul e branco e o branco (predomina o branco e pelo menos a cabeça deverá ser marta, tricolor ou azul), que não é aceito pela FCI, mas é apreciado por muitos criadores que o utilizam para reprodução. 
Tamanho: altura - de 33 a 41 cm.
Faltas: tudo o que se afaste da descrição acima.
Desqualificações: as gerais


Antonio Costa Dalle Piagge
Juiz de todas as raças, especializado em collies e shelties,
do quadro de árbitros da CBKC e proprietário do Canil Windhaven.

 

CANIL WINDHAVEN
São Paulo - BR - Tel.: (11) 2647-1882
Fotolog:
http://www.fotolog.com.br/windhavencollies

 
 

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